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Planejamento Tributário para PJ

  • murainvest
  • 5 de jan
  • 3 min de leitura

Se você é Pessoa Jurídica (PJ), já deve ter percebido que impostos fazem parte do jogo. A boa notícia é que, com planejamento tributário, é possível reduzir a carga de impostos de forma totalmente legal, apenas fazendo escolhas mais inteligentes.

Neste artigo, você vai entender as principais estratégias de planejamento tributário para PJ, focadas especialmente em prestadores de serviço, profissionais liberais e pequenos empresários.

Planejamento

1. Escolha correta do regime tributário

O primeiro — e mais importante — passo do planejamento tributário é escolher o regime tributário adequado. Uma escolha errada pode fazer você pagar muito mais imposto durante o ano inteiro.

Simples Nacional

  • Indicado para empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano

  • Recolhimento unificado de impostos

  • Alíquotas iniciais mais baixas

Para prestadores de serviço, o Simples pode variar bastante dependendo do Anexo (III ou V), o que impacta diretamente o valor pago em impostos.

Lucro Presumido

  • Indicado para empresas com margem de lucro alta

  • Impostos calculados sobre um lucro estimado pela Receita

  • Pode ser mais vantajoso para quem tem poucos custos e funcionários

Lucro Real

  • Indicado para empresas com margem de lucro menor ou muitos custos

  • Impostos calculados sobre o lucro efetivo

  • Mais burocrático, porém pode gerar economia em negócios maiores

Um bom planejamento compara os três cenários antes de decidir.


2. Entenda e use o Fator R a seu favor

O Fator R é uma regra do Simples Nacional que compara:

Folha de pagamento ÷ faturamento (últimos 12 meses)

Se essa relação for igual ou superior a 28%, sua empresa pode ser tributada pelo Anexo III, que tem alíquotas bem menores do que o Anexo V.

Na prática, isso pode reduzir impostos de algo próximo a 15,5% para cerca de 6%, dependendo da faixa de faturamento.

Planejar pró-labore e contratações pode ser uma estratégia eficiente para atingir esse percentual.

Conta para o Fator R:

  • Pró-labore dos sócios

  • Salários de funcionários

  • INSS sobre essas remunerações

  • FGTS

Não entram:

  • Distribuição de lucros

  • Pagamentos a PJ

  • Dividendos

Exemplo prático

Receita dos últimos 12 meses: R$ 120.000 Folha de pagamento (pró-labore + salários): R$ 36.000

Fator R = 36.000 ÷ 120.000 = 30%

Resultado: empresa vai para o Anexo III e paga menos imposto.


Quem pode usar o Fator R?

Empresas do Simples Nacional que prestam serviços como:

  • Consultoria

  • Marketing

  • Tecnologia / TI

  • Treinamentos

  • Profissionais liberais (PJ)


3. Planeje pró-labore e distribuição de lucros

Um erro comum de quem é PJ é retirar todo o dinheiro como salário.

Pró-labore

  • Sofre incidência de INSS e Imposto de Renda

  • Deve ser compatível com a função exercida

Distribuição de lucros

  • Isenta de Imposto de Renda (quando bem apurada)

  • Principal vantagem da PJ em relação à pessoa física

A estratégia correta é equilibrar pró-labore e lucros, evitando impostos desnecessários.


4. Separe pessoa física da pessoa jurídica

Misturar finanças pessoais com as da empresa pode gerar problemas fiscais e dificultar qualquer planejamento tributário.

Boas práticas:

  • Conta bancária PJ

  • Cartão de crédito PJ

  • Retiradas bem definidas (pró-labore ou lucros)

Essa organização facilita comprovação de renda, evita autuações e melhora a gestão do negócio.


5. Aproveite despesas dedutíveis (quando aplicável)

Dependendo do regime tributário, algumas despesas podem ajudar a reduzir a base de cálculo dos impostos, como:

  • Aluguel

  • Internet e telefone

  • Softwares e ferramentas

  • Contabilidade

  • Marketing e anúncios

  • Cursos e capacitações relacionadas à atividade

Tudo deve estar documentado e ligado à atividade da empresa.


6. Faça planejamento anual, não apenas mensal

Planejamento tributário não é olhar apenas o imposto do mês.

O ideal é:

  • Projetar faturamento anual

  • Avaliar mudança de faixas

  • Planejar contratações

  • Simular troca de regime no início do ano

Empresas que fazem isso evitam surpresas e pagam menos impostos ao longo do tempo.


7. Tenha um contador estratégico

Mais do que calcular guias, um bom contador ajuda a:

  • Escolher o melhor regime tributário

  • Planejar pró-labore e lucros

  • Aplicar estratégias como o Fator R

  • Crescer sem riscos fiscais

Planejamento tributário é economia legal, não sonegação. Tudo precisa ser coerente com a realidade do negócio.


Conclusão sobre Planejamento Tributário

Pagar menos imposto como PJ não é sobre burlar regras, mas sim conhecer a legislação e tomar decisões inteligentes. Com um bom planejamento tributário, é possível aumentar a lucratividade, melhorar o fluxo de caixa e fazer o negócio crescer de forma sustentável.

Se você quer aprender mais sobre finanças, impostos e estratégias inteligentes para PJ, acompanhe os conteúdos da Mura Invest.


 
 

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